Resenha de Travessia – Ally Condie no Distrito 7

Se Destino foi romance distópico, Travessia é Distopia romântica. Se Cassia era cidadã rebelde, agora é rebelde cidadã. E se o status de Ky para a Sociedade é de Aberração, para mim é de anti-herói.
Eu gostei muito de Destino. No entanto, Travessia não se alçou a um novo patamar – ela o construiu e depois o escalou. Mesmo tento achado a história de Ally Condie charmosa, eu jamais imaginei que ela fosse me impressionar dessa maneira, deixando de ser mais um romance futurístico para ser uma exploração bem feita e bastante crua da sociedade que a autora criou.
A divisão da narrativa entre Cassia e Ky deu uma dinâmica diferente ao livro. Antes, quando apenas Cassia narrava, a visão da Sociedade e da vida era inocente, algo que mudou completamente durante os eventos de Travessia, depois de passar por provações e muito esforço na busca através dos cânions nas Províncias Exteriores.
Como já falei, em Travessia a história passa de romance distópico para distopia romântica, porque os focos mudam. Ainda que exista o amor, também há a exploração da Sociedade de uma maneira muito mais profunda e detalhada – o modo como trata Cidadãos, Aberrações, Anomalias. Segredos nas paredes dos cânions. Mentiras e dissimulações.
“A Sociedade quer que a gente tenha medo de morrer. Mas eu não tenho medo. Meu único medo é morrer da maneira errada.”
Veja a resenha completa aqui.
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