
A história de Jogador Número 1 se passa no ano de 2044. Nessa época, o planeta Terra está, na falta de uma palavra melhor, condenado. Energia, seja ela elétrica, eólica, solar ou qualquer outro dia, é item escasso e raro. Já o desemprego, pobreza e péssimas condições de vida, são itens abundantes. A situação é tão crítica, que a população mundial prefere viver num mundo de realidade virtual do que no mundo “real”.
Esse tal mundo de realidade virtual é chamado de Oasis e nada mais é do que um jogo. Um gigante MMO, o maior de todos. Criado pela mais bem sucedida empresa de games do mundo, o Oasis é uma mistura de Second Life, Minecraft, Facebook e Dungeons and Dragons, apenas unindo os primeiros nomes que surgem na minha cabeça. O Oasis é um gigantesco universo digital. São dezenas de galáxias com centenas de planetas compostos por milhares de quilômetros digitais. Tem gente que usa a plataforma estritamente para uso social ou comercial. Tem gente que usa como escapismo para suas perversões, maluquices e desejos. Também tem gente que usa só para diversão ou para fins didáticos.
Se tem algo que possa ser dito sobre Jogador Número 1 com certeza, é que o livro é um perfeito exemplar da cultura POP oitentista. É uma homenagem primorosa sobre as obras criadas nesse período da nossa história. Tanto em termos de história, quanto em termos de estrutura da trama, recursos literários, composições e arquétipos dos personagens. Jogador Número 1 é, para o bem e para o mal, uma obra sobre os anos 80 feita ao estilo anos 80.
Vejam aqui a resenha completa.
